Filme brasileiro resgata mistério histórico e levanta dúvidas sobre mortes na ditadura

“A Conspiração Condor” estreia nesta quinta-feira (9) e investiga os casos de JK, Jango e Carlos Lacerda em um thriller político inspirado em fatos reais

 

O cinema brasileiro ganha nesta quinta-feira (9) o thriller político A Conspiração Condor, dirigido por André Sturm, que propõe revisitar um dos períodos mais sensíveis da história recente do país, a ditadura militar.

A trama acompanha a jornalista Silvana, que decide investigar as mortes de três importantes figuras políticas brasileiras , Juscelino Kubitschek (JK), João Goulart (Jango) e Carlos Lacerda, ocorridas em um intervalo inferior a um ano, na década de 1970.

O longa se destaca ao transformar fatos históricos conhecidos em uma narrativa investigativa envolvente. JK morreu em 1976, oficialmente em um acidente de carro, meses depois, Jango faleceu no exílio, na Argentina, vítima de um suposto infarto, e, em 1977, Lacerda morreu em decorrência de problemas cardíacos. Apesar das versões oficiais, as circunstâncias dessas mortes seguem cercadas de questionamentos, tema central do filme.

Com forte influência do cinema político dos anos 1970, a produção aposta em uma atmosfera de tensão e incerteza, sugerindo a existência de forças ocultas e articulações que ultrapassam o conhecimento dos próprios personagens. A abordagem mistura elementos de ficção com acontecimentos reais, despertando no público a curiosidade sobre possíveis conexões entre os casos.

Outro ponto forte é a escolha de uma jornalista como protagonista, recurso que reforça o papel da investigação e da busca pela verdade em meio a um contexto de repressão. O roteiro procura equilibrar informação histórica e narrativa dramática, tornando o conteúdo acessível ao público.

Além de entreter, A Conspiração Condor cumpre a função de provocar reflexão sobre o passado político brasileiro, destacando a importância de revisitar a história para compreender o presente e evitar a repetição de erros.

Com elenco que inclui Mel Lisboa, Dan Stulbach e participação de Pedro Bial, o filme chega aos cinemas como uma produção que alia memória, suspense e debate político, convidando o espectador a questionar versões oficiais e aprofundar seu olhar sobre um período marcante do Brasil.

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